Eu passava todas as minhas férias no nº 168 da Correa Vasquez. Era a netinha da vovó. Lembro com saudade quando a casa ainda era inteira e tínhamos o pomar e o jardim. As goiabas com que a tia Aneci fazia doce ficavam na frente da casa. As roseiras da vó também.
No jardim que tinha uma portinha lateral ficava o carramanchão, mais e mais roseiras e a parreira, onde todo ano tinha O mais lindo cacho de uva amarrado no saquinho e guardado pra mim. Eu ia lá quase todo dia aguar as plantas com a vó. Lá nos fundos tinha a amoreira, a figueira (essa ficava no galinheiro que eu tanto temia, e tinha figos deliciosamente doces), goiabeira...essas são as que eu me lembro bem.
A casa grande, uma sala enorme onde, enquanto tia Aneci tentava botar ordem, a gente corria a procurar a dentadura da tia Anete, ou óculos, ou qualquer outra coisa que ela tivesse perdido.
Os quartos se transformavam numa bagunça infinita, cheios de malas (e como a gente tinha mala!). Eu escapava um pouco da bagunça porque meu lugar era garantido no quarto da Vó. Aquele onde lá no fundo do guarda-roupa ela mantinha o paletó do Vô Dedé sempre com o bolso cheio de balas.
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