Vó Lalinha foi e é pra mim a melhor tradução do AMOR, o significado da mansidão, o símbolo maior de ternura. Foi minha avó, minha mãe, minha amiga. Me ensinou crochê, um pouco de costura, me mostrou que silenciar é muitas vezes o grande segredo da paz. Ali naqueles muitos meses que passamos juntas eu a vi sorrir, raras vezes gargalhar, ralhar mansinho, chorar baixinho e muitas vezes por dentro. Resignação. Saudade. Paciência.
Foram diversas lições de vida. Segredos nossos cochichados ao cair da tarde na varanda. Sem diferença de tempo, sem distância. Corações que andavam juntos.
Paro de escrever e me volta o embargo na garganta quando todo ano nos despedíamos no portão. Beijos, abraços que com o tempo foram ficando carregados com a sensação da última vez. Era sempre a última vez. Mas no ano seguinte eu voltava e ela estava lá. Sentadinha na sua cadeira de palha a me olhar com a mesma ternura com que ela olhou para aquela bebê rechonchuda que recebeu de presente o seu nome.
Termino em lágrimas incontidas, lembrando das muitas cartas dela (e as da Patricia também) que ainda tenho guardadas. Vou ver se coloco alguma aqui.
É...Vó! Te amo! E agradeço sempre ter aproveitado todas as oportunidades para lhe dizer isso, em palavras e atos! Vou pra casa abraçar meus filhos!
Lalinha (com um orgulho danado desse nome)
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